Cheguei ao Rio de Janeiro a cidade maravilhosa. E a primeira impressão é de encantamento e ao mesmo tempo uma boa dose de adrenalina que sempre me acompanha quando me deparo com algo novo, o desconhecido... Afinal nunca tinha morado em uma cidade que tivesse mais de duzentos mil habitantes, mesmo nos meus primeiros anos de vida onde tive uma vida "Nômade". Sou nascido no estado do Pará e vivi em cincos estados até os meus dez anos de idade, depois fui morar em São Sebastião no litoral norte paulista, meu lugar do coração onde considero a minha alma e a minha vida... Me sinto um Sebastianense de alma e coração. E São Sebastião pra mim é como uma grande mãe sempre de braços abertos a receber o filho e é assim que me sinto cada vez que piso em solo sebastianense; Meu primeiro endereço aqui no Rio foi um hostel em Copacabana. O que mais me chamou atenção era diversidade de pessoas que existiam ali... Havia muitos estrangeiros, a maioria nossos vizinhos sul-americanos, Argentinos, Colombianos, Peruanos...Alguns ingleses, americanos, sulafricanos... Também nunca tinha ficado em um hostel em minha vida. E a experiencia foi muito divertida, ver tantas pessoas diferentes dividindo o mesmo espaço... No primeiro dia de aula foi uma apresentação de todos os professores e alunos, cada professor falou como seria o curso dentro da sua disciplina e cada aluno que iniciaria aquele semestre falou um pouco de si, de onde veio, profissão e etc...Havia biólogos, jornalistas, psicólogos, professores e um médico. Definitivamente ser ator não é uma profissão que alguém possa pensar e executar (formação) em primeiro na vida, isso só confirmava o que já tinha certeza...Todos eles ou pelo menos a maioria tinham suas profissões, tinham o famoso "plano b", mas que em dado momento decidiram ir em busca de seus sonhos, encarar mais um desafio de estudar novamente. E ao mesmo tempo confirmava aquilo que sempre tive medo... O de no leito de morte me perguntar.... Por quê não tentei????? Deveria ter feito??? Não sou nenhum expert em questões existenciais mas tenho vivido suficiente para encontrar pessoas que tenham feito esta pergunta a si mesmos e a resposta é amarga. As aulas eram bem diferentes do que imaginava, embora já tinha estudado teatro antes em São Sebastião pelas oficinas culturais, porém em um curso profissionalizante é totalmente diferente. No inicio vinha sozinho pra casa, depois com o tempo fui conhecendo os colegas de classe e a amizade foi fluindo o que me deixou mais convicto de minha decisão. Nas aulas estava tudo bem agora precisava conseguir outra coisa. E dessa coisa dependia a continuação do meu projeto... Precisava arrumar um trabalho, caso contrário teria que voltar pra casa. O Rio de Janeiro é uma cidade cara, e ficar aqui só gastando sem trabalho, só faria com que o meu sonho virasse um pesadelo...
Olá pessoal este blog é um ponto de encontro a todos que amam a literatura, a arte e a cultura. Cantinho reservado para textos, diálogos, crônicas...
domingo, 23 de novembro de 2014
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Cada Escolha Uma renúncia ( Mas Prefiro As Reticências Em Vez De Um Ponto Final ...) Parte 1
Há um ano nesta mesma data eu já tinha tomado uma decisão que mudaria para sempre a minha existência. À partir daquele momento minha vida sofreria uma grande reviravolta, pois sabia que mesmo que voltasse atrás não seria mais a mesma pessoa... E é por isso que eu prefiro as reticências, gosto da possibilidade de deixar o caminho e retomar ele novamente. Gosto de deixar uma ideia ou um pensamento que não tem fim e que pode ser retomado, ou não. Não me agrada a ideia de as coisas terem fim e ainda mais os caminhos que escolhi para trilhar. Desde criança gosto da arte em todas as suas formas e expressões...Aos 12 subi no palco pela primeira vez em São Sebastião- SP em uma escola estadual no bairro Canto do Mar. Era para declamar uma poesia sobre a ECO 92, Meu Deus como o tempo passa! Ali eu me encantei pela primeira vez com o palco e a possibilidade de passar uma mensagem para o público. Em minha adolescência comecei a brincar de escrever...Passava as tardes em minha casa escrevendo coisas do meu cotidiano escolar... Lembro que aos 13 anos nominei um caderno de FMI (Fruto da Minha Imaginação rs) onde escrevia tudo que a minha mente produzia, no momento em que escrevia me imaginava o compositor, o poeta, e quem sabe indiretamente um escritor... Ano passado tomei a decisão de sair de São Sebastião e vir morar no Rio de Janeiro em busca de um sonho antigo que estava adormecido e como um vulcão que entrou em erupção o sonho de se ator pulsava em meu coração e tornava a minha alma faminta dessa realização. Tinha meu emprego, ganhava um dinheiro razoável, e morava com a minha mãe e meus irmãos, meus grandes amigos... E ainda tinha a namorada, a mulher por quem eu me apaixonara e que me fazia sonhar com uma vida ao seu lado... Que simplesmente ouvir a sua voz e a sua companhia me faziam sonhar e querer ser um homem melhor a cada dia... Deixar tudo isso para trás foi uma das decisões mais difíceis da minha vida. Era uma decisão arriscada vir morar em uma cidade grande sem ter nenhum conhecido e sem ter a menor noção de como era a vida nesta cidade. Contando apenas com a minha poupança fruto de um ano de trabalho árduo em três empregos e juntando centavo por centavo. Eu tinha me dado um ultimato ou eu sairia naquele momento ou não sairia nunca mais. E confesso que travei um conflito interior muito grande, afinal sair da zona de conforto não é fácil para ninguém. Estava trocando a minha segurança, a minha estabilidade financeira por uma aventura que eu não sabia aonde ia dar. Afinal ser um artista e ainda conseguir sobreviver da arte não é uma das tarefas mais fáceis neste país, onde a arte e a cultura não é muito valorizada. Me perguntei diversas vezes se valeria a pena investir minhas economias em um sonho que provavelmente não me traria um retorno financeiro, mas que me faria muito feliz. E cada vez que respondia esta pergunta a mim mesmo com um sim meu coração se enchia de alegria e me dava a certeza de que estava no caminho certo... uma semana antes minha mala já estava pronta, e eu praticamente não conseguia dormir direito. Foi a semana mais longa e mais difícil da minha vida e cada segundo era precioso ao lado das pessoas que amo. E apesar de estar feliz por finalmente ter a coragem de pagar o preço do meu sonho, uma tristeza me invadia porque sabia que estava me separando deles, e que não os veria mais com a mesma frequência, estava cortando o cordão umbilical e depois de certa idade torna-se mais difícil ainda. Recebi muitas mensagens nas redes sociais, muitas manifestações de carinho de ex colegas de trabalho, alunos, muita gente me desejando bons fluídos nesta minha nova caminhada. Último dia de trabalho na escola em que lecionei por alguns anos, os colegas fizeram um bolo e me emocionaram muito com o carinho que jamais esquecerei e como sou chorão, chorei demais... No meu bairro os amigos fizeram um churrasco e me emocionei muito também. No dia de ir embora da minha casa e do seio da minha família pensei em desistir, sou muito ligado a minha família e naquele momento meu coração estava em pedaços. Quando despedi de minha mãe foi muito doloroso estava aos prantos e minha garganta dera um nó. Meu irmão e meu tio me levaram de carro até a rodoviária, mas antes passei no emprego dos meus outros dois irmãos e foi aquele choro, meu irmão caçula que não é de demonstrar muito as suas emoções chorou muito quando nos abraçamos, e um outro carro com outros amigos foram atrás. No centro da cidade ainda encontraríamos uma outra grande amiga que me despediria e a mulher que amava. Ficamos batendo papo até chegar a hora do embarque, minha namorada na época não se desgrudava de mim e nem eu dela curtíamos cada segundo, chegou a hora da despedida daqueles últimos amigos que ficaram comigo até o momento de minha partida, mais lágrimas, e uma jura de amor eterno do casal que se amava. Tinha vividos emoções demais nas últimas 24 horas...
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Os 40 Anos Do Lineu
Ontem por acaso a TV estava ligada
em minha frente e estava passando A Grande Família. E o episódio hoje era sobre
os 40 anos de casado do Lineu e Nenê Personagens interpretados pelos atores Marco
Nanini e Marieta Severo. Não assisti o episódio, mas ele foi um insight para
que eu pensasse sobre o assunto. Como na ficção todos nós sonhamos encontrar
alguém que possamos permanecer tanto tempo juntos, sem deixar que a centelha
mágica que move nossos corações se apague; Acordar todas as manhãs e ter a
certeza da escolha que fizera; Os 40
anos da ficção também são os 40, 50 na realidade de muita gente e de pouca
gente ao mesmo tempo. Nossas escolhas muitas vezes transformam “os 40” na doce
utopia que brinca com nosso imaginário. Todos nós sonhamos encontrar alguém que
nos faça perder o fôlego e encontra a vida. Uma mão amiga e um coração quente
para seguir pelos labirintos que a vida nos conduz. Encontrar alguém que nos
faça sentir orgulho de escrever as mais belas páginas de nossas vidas. Sabedoria
para enfrentar as tormentas e companheirismo quando mais precisamos. Uma mão,
um coração, uma vida, um destino e um sentido... Um coração, um oceano e um
plano que se completa quando uma alma aquece a outra. Que a cada janeiro
espelhos possam refletir nossas imagens envelhecidas pelo tempo, e que até
mesmo o tempo que é senhor de si mesmo possa se render “aos 40”. Também sonho encontrar
alguém assim que me faça ver em seus olhos os 40 em um, e um em quarenta. Que
nossos caminhos se cruzem em direção ao oceano que é infinito, e que nenhuma
explicação possa ser suficiente, apenas exista na sua complexidade simples.
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Tolerância Abaixo De Zero
Era noite comecinho dela, por volta das 19 horas decidi
entrar em um supermercado em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro. Comprei
poucas coisas afinal estava com pressa e era para o meu jantar naquele dia,
quem mora sozinho e gosta de cozinhar sabe o que estou falando. Minhas compras totalizaram 08 volumes porque
decidi pegar três embalagens de suco em pó pequeno. Esperei na fila onde lia-se
na placa ao alto: Caixa rápido 05 volumes, entretanto decidi continuar ali
porque sei que se passa uma quantidade ínfima de volumes como era o meu caso
passava. Pelo menos já vi isso acontecer. Quando chegou a minha vez a moça que
operava o caixa olhou em meus olhos disse:
- O senhor sabe o que é um caixa de 05 volumes? – Ela falou
em um tom tão grosseiro que cheguei a perder a linha e respondi:
- Sei. Por isso não. – retirei os três pacotes de suco em pó
que compunham o excedente de meus produtos. - Mas ainda tive tempo de me
recompor e devolvi a indagação dela com outra, embora fui educado:
- Você está estressada? – Ela olhou-me por uns segundos que
pareceu demorar horas e disse “não” já com uma cara de quem não esperava, me
pareceu um misto de raiva e ao mesmo tempo “sem graça” pela pergunta. Foi a
impressão que tive pode ser que esteja enganado e ela só tenha sentido raiva mesmo
(RS). Passado este episódio na mesma semana
na hora do almoço em Ipanema estava na fila de um restaurante que
costumo almoçar lá as vezes. E a garçonete se aproximou e educadamente tira o
meu pedido. No momento em que ela estava anotando na comanda decidi mudar de
ideia, pedi desculpas pra ela e fiz outro pedido. E ela rasga aquela folha da
comanda com violência e me olha com “ cara feia “. Outro dia fui comprar um
lanche para a "chefa" e paguei primeiro porque tinha que resolver outra coisa em
outro lugar e pegaria depois na volta. Quando cheguei já estava embalado e pronto
era só eu pegar e levar. Entretanto quando pedi a nota ao atendente ele bufou
antes de me entregar. Diria que eu estava sem sorte mês passado, mas não
infelizmente o índice de tolerância das pessoas anda abaixo de zero. Palavras
como com licença, por favor, e obrigado andam meio extintas hoje em dia. Passar
com cuidado ao lado de um velhinho na calçada é luxo, até porque ele está
atrapalhando você que está atrasado, ou que gosta de andar rápido, daí você
passa por ele quase o derrubando, afinal ele devia ficar em casa e não sair nas
ruas não é mesmo?
Nos caixas lotados dos supermercados vejo qualquer erro que
seja por parte do caixa ou alguém que atrase a fila logo ouvem-se impropérios para
a pessoa que cometera tal “desatino” nos ônibus, nos metrôs cada um considera
seu tempo o mais importante de todos e assim vamos vivendo num nível de
tolerância abaixo de zero, onde o meu tempo e o meu interesse está acima de
todos. O dia-a-dia, a correria dos grandes centros não pode ser usado como
desculpas para nos tornamos cada dia mais intolerantes com nossos semelhantes.A
cada dia perde-se a capacidade de usar a empatia. Temo por uma humanidade
assim, embora ainda acredito no ser humano. Como diria Ghandi “Olho Por Olho E O Mundo Acabará Cego”
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Em Algum Lugar Onde O Coração Se Conecta Com O Vento E Sopra Um Hálito Quente...
Hoje eu acordei com saudade de não sei o quê...
Com a nostalgia
de não sei de quem...
Com o coração em desalinho por não sei o quê...
Acordei com
a certeza de que o dia está belo
E que meu coração vagueia nas entrelinhas do meu ser
E se
funde ao tempo em que estou
Vivendo. Do café fumegante que ingeri,
Do pão que comi me
transportei para a silhueta da
Mulher que tem invadido os meus sonhos, formas graciosas de
uma mulher sem rosto e
Cabelos que oram me parecem longos, ora me parecem curtos.
Apenas a silhueta em forma de sombras que dança para mim.
Não sei se ela é loira,
ruiva, morena, negra... Mas sei que
Ela existe em algum lugar...
Em algum lugar onde um coração
se conecta com o vento e sopra
Um hálito quente, que semeia as tâmaras do deserto, que sussurra
seu agridoce nas manhãs
Geladas, que preenche as nascentes de corações nas areias do
tempo. Olho pela janela e vejo
As folhas balançarem e rio porque não sei onde esta silhueta
está, mas nunca duvidei de sua
Existência. Acordei
com um saudosismo de não sei o quê... E mesmo com a iminência dos
Fatos, com os pontos que precisam ser preenchidos nas
entrelinhas, carrego em meu coração
O desejo de encontra-la, de beber a poção mágica que só existe
dentro de meu coração, de
Sentir o seu hálito quente jogado pelo vento, completando o
livro de nossos dias... Um brinde
A vida, ao saudosismo, as vírgulas ainda não colocadas e os
pontos ainda em construção...
Viver é um caminho a ser percorrido no dia-a-dia de nossas
aspirações, e ter sempre esta
Incógnita entranhada em nossos corações, é ter a única
certeza de que vale a pena tentar.
Hoje é a dama de silhueta desconhecida, que faz a vida valer
a pena. Ela tem exatamente
A forma que preciso para ser feliz. Hoje e somente hoje é
tempo de encontra-la.
terça-feira, 8 de abril de 2014
Boicoto Meu Coração No Mínimo Um Milhão De Vezes
Recomeçar...
É sempre uma incógnita? É a razão
matemática mais difícil de meu coração. Talvez seja tarde demais eu penso.
Boicoto o meu coração no mínimo um milhão de vezes, antes de me perguntar por
quê não? Fecho os olhos e inspiro como se pudesse materializar os anseios do
meu coração numa fração de segundos. Naquele exato momento onde tempo e espaço
se tornam secundários. Inspiro o perfume que me faz sonhar, o perfume que
deleita em minha alma a bambina que aquece o meu coração congelado pelo tempo. E
tudo passa a fazer sentido porque a alma harmoniza a melodia que o coração
timidamente começa tocar. Os olhos procuram e encontram, encontram e procuram
como se tivessem todo o tempo do mundo. Mesmo sabendo que no fundo temos pouco
tempo. Pontos em comum se cruzam em paralelas fazendo desaparecer toda a lógica.
Simplificando tanto para depois confundir ainda mais, pois nem sempre
conseguimos compreender aquilo que é tão simples. A minha visão se turva diante daquilo que é
tão óbvio, se recusa a compreender aquilo que o coração entende com tamanha
facilidade... À noite me abraça e o dia
me inquieta, aonde construo e desconstruo as pontes que me ligam ao universo
frágil e surpreendente de um coração. Quanto tempo ainda tenho? Quando ouço a
melodia que meu coração produz sei que não tenho muito tempo, mas o suficiente
para ir em busca do meu “elo perdido” me entregar ao olhos e me perder no
sorriso... Cabelos ao vento fazem trilhas no labirinto do meu coração...
quarta-feira, 5 de março de 2014
Centelha Mágica
Preciso conseguir superar esta fase. Eu sou forte, mesmo com todas as fragilidades que tento ocultar, afinal sou humano. Mas eu sei que posso superar, melhor sei que sou capaz de superar. E superarei porque ainda não perdi a fé que habita em meu coração. Não importa aonde esteja ou aonde quer que eu vá, ela está ali quase invisível oculta entre as nuvens escuras, mas ela sempre esteve ali. Entretanto toda fé não pode ser inerte... Preciso agir para que ela não se torne apenas mais um elemento bonito... Apenas a centelha mágica distante de nossa realidade. Entretanto entre a fé e a ação há um longo caminho a se percorrer... Caminho este que apenas as pessoas que possuem coragem são capazes de percorrer...Sabemos que o caminho é longo e cheio de obstáculos os quais nos farão sucumbir caso não tenhamos firmes os nossos propósitos. E dos obstáculos ao longo do caminho sempre podemos "extrair" algo positivo, afinal este é o propósito deles existirem. E cabe a cada um descobrir o positivo no negativo, a experiência na dor para frutificar o amor...O mistério da criação na simplicidade da vida...Os passos por onde percorri o vento já os apagou mas os caminhos permanecem vivo em meu coração. Nas curvas da saudade, nas esquinas do medo, nas estradas do desconhecido, nas ruas da paixão, nas avenidas do amor, nos corredores gelados, nas madrugadas frias. Todos eles são um pedacinho de mim espalhados nas "areias do tempo", e me fazem ter a certeza de que estou no caminho certo. E acreditar no poder que a viagem nos trás, não desmerecendo a importância do destino. Pois a viagem é mais importante que o destino.
domingo, 9 de fevereiro de 2014
Happiness Is A Warm Gun
Ontem como quase todos os dias do verão carioca fazia um calor escaldante... Não sei exatamente, mas acredito que passava dos trinta graus afinal a cidade é quarenta como diz a canção. Caminhava sob um sol forte passando por uns poucos transeuntes que por necessidade se aventuravam caminhar sobre o domínio de quase quarenta graus e sensação térmica superior.
Caminhava imerso em meus pensamentos e a medida que se aproximava de um casal deitado sobre a cama de papelão encostada no muro da calçada. Interrompi meus pensamentos e me concentrei no jovem casal a minha frente. O calor era insuportável, e os dois ali deitados como se fossem um casal de namorados em sua cabana no seio da floresta. Carinhosamente o rapaz passou a mão nas pernas da companheira, e ela tratou logo de tira-la, na defensiva.
Ela o fez de uma maneira, nem tão rápida demais para não parecer grosseira, e nem tão lenta para não demonstrar tão explicitamente. mas não pude deixar de registrar o ato de carinho, e nem tampouco o leve sorriso no rosto da mulher. "Da fêmea que controla e deixa ser controlada" deixei um leve sorriso aparecer em meu rosto e interpretei aquela tirada de mão como se ela dissesse: "Aqui não as pessoas estão olhando, agora não... Seu danadinho", mas ao mesmo tempo era como se ela dissesse: "Vai... não tira a mão daí não... Também quero..." com aquele jeito que só as mulheres sabem fazer.
Um pequeno gesto realizado por um casal de namorados, moradores de rua. Um pequeno gesto em meio a adversidade, um pequeno gesto de carinho, uma pequena demonstração de amor é capaz de mudar a paisagem. Onde havia um casal de sem tetos, vivendo na penúria total de suas vidas "sem sentido", mas capazes de amar. A necessidade de afeto, demonstrações de carinho é uma necessidade humana. Não importa quem você é, ou a qual grupo pertence.
O sol não é apenas um ponto amarelo na imensidão do firmamento. Mas o firmamento é grato por por ter um sol em seu "mundo". Assim como é grato pela luminosidade da lua que enfeita as noites escuras. Pus um sorriso no rosto e segui meu caminho...Deixei para trás o casal de enamorados que talvez não enxergasse a vida como eu enxergo... Mas algo nos unia... Algo nos fazia humanos e ao mesmo tempo deuses...No mistério da criação ri, no sol escaldante compreendi que os valores se consolidam nos pequenos gestos onde haja amor... E o que me unia aquele casal, que aos meus olhos eram tão diferentes e em uma situação tão adversa era a capacidade de amar....
Caminhava imerso em meus pensamentos e a medida que se aproximava de um casal deitado sobre a cama de papelão encostada no muro da calçada. Interrompi meus pensamentos e me concentrei no jovem casal a minha frente. O calor era insuportável, e os dois ali deitados como se fossem um casal de namorados em sua cabana no seio da floresta. Carinhosamente o rapaz passou a mão nas pernas da companheira, e ela tratou logo de tira-la, na defensiva.
Ela o fez de uma maneira, nem tão rápida demais para não parecer grosseira, e nem tão lenta para não demonstrar tão explicitamente. mas não pude deixar de registrar o ato de carinho, e nem tampouco o leve sorriso no rosto da mulher. "Da fêmea que controla e deixa ser controlada" deixei um leve sorriso aparecer em meu rosto e interpretei aquela tirada de mão como se ela dissesse: "Aqui não as pessoas estão olhando, agora não... Seu danadinho", mas ao mesmo tempo era como se ela dissesse: "Vai... não tira a mão daí não... Também quero..." com aquele jeito que só as mulheres sabem fazer.
Um pequeno gesto realizado por um casal de namorados, moradores de rua. Um pequeno gesto em meio a adversidade, um pequeno gesto de carinho, uma pequena demonstração de amor é capaz de mudar a paisagem. Onde havia um casal de sem tetos, vivendo na penúria total de suas vidas "sem sentido", mas capazes de amar. A necessidade de afeto, demonstrações de carinho é uma necessidade humana. Não importa quem você é, ou a qual grupo pertence.
O sol não é apenas um ponto amarelo na imensidão do firmamento. Mas o firmamento é grato por por ter um sol em seu "mundo". Assim como é grato pela luminosidade da lua que enfeita as noites escuras. Pus um sorriso no rosto e segui meu caminho...Deixei para trás o casal de enamorados que talvez não enxergasse a vida como eu enxergo... Mas algo nos unia... Algo nos fazia humanos e ao mesmo tempo deuses...No mistério da criação ri, no sol escaldante compreendi que os valores se consolidam nos pequenos gestos onde haja amor... E o que me unia aquele casal, que aos meus olhos eram tão diferentes e em uma situação tão adversa era a capacidade de amar....
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Time Out: O Sol Depois da Chuva
Senti-me
entediado com a situação que vinha enfrentando pra ser sincero cheguei a dizer
que estava um pouco infeliz... Cheguei a dizer que estava um tanto infeliz... Mas
que bobagem... Acabei dizendo logo em seguida... Pessoas infelizes têm fortes
tendências suicidas o que não era o meu caso.
Acredito que não estou atravessando um dos melhores momentos de minha
vida. O que apenas evidencia a minha
condição humana. Mas algo me incomodava profundamente , eu sabia exatamente o
que me incomodava, aborrecia. E me sentia impotente perante toda a situação que
se desenhava ao meu redor. Infeliz não era o termo certo, mas triste,
aborrecido sim. Afinal a nuvem cinza que começava a pairar sobre minha cabeça,
estava tomando proporções gigantescas. Quando a mente acredita, a alma chora, o
corpo e o coração padecem. E a sensação de que dias melhores virão simplesmente
desaparece... E tudo o que vemos, sentimos é cinza. A realidade é cinza nas
manhãs de verão, nas tardes de outono, nos sóis das primaveras ou nas noites de
inverno... Parecia que estava prestes a sucumbir... Desistir de lutar por
aquilo que acreditava ser o meu objetivo... Ou o que carinhosamente chamamos de
“sonhos”... Naquele exato dia decidir fazer uma coisa, que eu costumava fazer,
mas há um bom tempo não fazia. Naquele dia por sugestão da Anna cheguei em casa
e substitui a roupa de trabalho por um calção, uma camiseta e chinelos, não
levei celular e nada que pudesse interromper aquele momento. Era quase 22
horas, e decidi caminhar nas areias da praia de Copacabana. A lua dispensava os
refletores que iluminavam toda a praia. A primeira sensação agradável que senti
foi quando segurei o chinelo na mão e pisei na areia... Comecei a caminhar.... Caminhar....
Sentindo as areias acariciarem meus pés... As montanhas a minha volta, a linha
do horizonte. Cada vez que olhava e admirava a paisagem ao meu redor sentia- me
leve, esvaziava e recarregava sentimentos, energias. Inspirava a leve brisa,
entretanto não enchia apenas os meus pulmões, mas a minha alma de esperança. A
voz das ondas num incessante vai e vem harmônico. Comunicava com minha alma que
tudo tem o tempo certo, que elas precisavam daquele movimento para ser harmônicas.
Sendo regidas pelas leis da natureza, e mesmo a natureza quando se revolta
necessita de harmonia para expressar sua fúria. Naquela noite conversava comigo
mesmo e com a mãe natureza. A centelha mágica da criação divina. Enquanto
caminhava me senti tão bem fazendo parte da natureza. Saber que coisas tão
simples como uma caminhada na praia, um pequeno gesto me faria tão bem. Pois
nestas pequenas e simples coisas encontrei grandes respostas. Muitas vezes precisamos
apenas de um tempo conosco para nos entender melhor, renovar nossas energias e
saber que após a chuva sempre vem o sol.
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Carta Há Um Amigo Saudoso
Quando ele começou sabia desde o principio que ele não poderia durar muito, as vezes achamos que não acaba nunca...Outrora que passa muito rápido... Mas o fato é que ele dura exatamente o tempo necessário nem mais, nem menos. Sai naquela noite de minha casa sabendo que aquelas seriam as últimas vinte e quatro horas que passaria em sua companhia. E que já havia passado mais de 12 horas quando sai de minha casa. Restava pouco tempo... Tempo a ampulheta mágica que move o nosso mundo. O nosso maior inimigo e ao mesmo TEMPO o maior aliado. Essa dubiedade é a sua principal característica. Pensei nele como se ele nunca fosse deixar de existir, um filme passou em minha cabeça de todos os momentos que vivemos juntos, fiz uma retrospectiva mental, bons e maus momentos me vinham a cabeça. Procurei me concentrar nos bons, pois são eles que fazem toda a diferença em minha existência. Nos maus se contribuíram para algum tipo de aprendizado pensei neles com este intuito.
As horas passavam e poderia ler nos rostos que passavam por mim a mensagem de "tempos de esperança". Isso de certa forma me contagiava, energias positivas emanam das pessoas nestes tempos. Nossos corações se enchem de esperanças e transbordam bons sentimentos. Grandes expectativas são feitas, planos são traçados, e o desejo de vê-los realizados torna-se o "marco regulatório". Quando pensava em meus projetos pessoais minha mente divagava sobre as inúmeras possibilidades futuras que poderiam ocorrer...Mas de uma coisa eu tinha certeza grandes mudanças viriam com a partida daquele que me trouxe alegrias e tristezas, inocência e amadurecimento. Senti que já estava maduro o suficiente para correr atrás dos meus sonhos.
As horas passavam rapidamente, e com elas algumas de minhas convicções, e crenças também. Como se eu me renovasse também. Passasse por uma reciclagem. Era exatamente assim que estava me sentindo reciclando os meus momentos, a minha vida até aquele exato momento com ele. E do que eu queria para o futuro, quais as mudanças que gostaria de por em prática. Me orgulhando por ter caminhado lado a lado com ele durante um curto ou rápido período depende do ponto de vista. Me orgulhando dos acertos, aprendendo com os erros, no balanço geral senti que tinha valido a pena cada minuto ao seu lado. Meu coração se enchia de esperanças, a minha alma aguardava ansiosa, excitada por um momento ainda que cronológico, mas que simbolizava Novos Tempos.
Ele só tinha agora pouco menos de uma hora de vida. Eu estava feliz assim com a maioria das pessoas que conviveram com ele. Ele é, ou era muito popular. Bilhões de pessoas o conhecem no mundo inteiro. A cada ano ele renasce enchendo nossos corações com "boas novas". Pois é sempre assim que nos despedimos dele com alegria em nossos corações, e com a sensação de dever cumprido. Um ciclo precisa terminar para se iniciar outro. E foi assim que ele se foi... Completando o seu ciclo... E foi exatamente a meia noite que ele se foi.... Me despedi de 2012 e entrei em 2013 com as esperanças renovadas. Celebrando o fim do meu ciclo pessoal e o início de outro muito melhor... Estou prestes a me despedir novamente daquele que caminhei lado a lado este ano.... 2013 está chegando ao fim, levará consigo os preciosos momentos que vivemos, mas assim como um ciclo precisa fechar para iniciar outro, as minhas esperanças de dias melhores serão renovadas. Feliz Ano Novo!
As horas passavam e poderia ler nos rostos que passavam por mim a mensagem de "tempos de esperança". Isso de certa forma me contagiava, energias positivas emanam das pessoas nestes tempos. Nossos corações se enchem de esperanças e transbordam bons sentimentos. Grandes expectativas são feitas, planos são traçados, e o desejo de vê-los realizados torna-se o "marco regulatório". Quando pensava em meus projetos pessoais minha mente divagava sobre as inúmeras possibilidades futuras que poderiam ocorrer...Mas de uma coisa eu tinha certeza grandes mudanças viriam com a partida daquele que me trouxe alegrias e tristezas, inocência e amadurecimento. Senti que já estava maduro o suficiente para correr atrás dos meus sonhos.
As horas passavam rapidamente, e com elas algumas de minhas convicções, e crenças também. Como se eu me renovasse também. Passasse por uma reciclagem. Era exatamente assim que estava me sentindo reciclando os meus momentos, a minha vida até aquele exato momento com ele. E do que eu queria para o futuro, quais as mudanças que gostaria de por em prática. Me orgulhando por ter caminhado lado a lado com ele durante um curto ou rápido período depende do ponto de vista. Me orgulhando dos acertos, aprendendo com os erros, no balanço geral senti que tinha valido a pena cada minuto ao seu lado. Meu coração se enchia de esperanças, a minha alma aguardava ansiosa, excitada por um momento ainda que cronológico, mas que simbolizava Novos Tempos.
Ele só tinha agora pouco menos de uma hora de vida. Eu estava feliz assim com a maioria das pessoas que conviveram com ele. Ele é, ou era muito popular. Bilhões de pessoas o conhecem no mundo inteiro. A cada ano ele renasce enchendo nossos corações com "boas novas". Pois é sempre assim que nos despedimos dele com alegria em nossos corações, e com a sensação de dever cumprido. Um ciclo precisa terminar para se iniciar outro. E foi assim que ele se foi... Completando o seu ciclo... E foi exatamente a meia noite que ele se foi.... Me despedi de 2012 e entrei em 2013 com as esperanças renovadas. Celebrando o fim do meu ciclo pessoal e o início de outro muito melhor... Estou prestes a me despedir novamente daquele que caminhei lado a lado este ano.... 2013 está chegando ao fim, levará consigo os preciosos momentos que vivemos, mas assim como um ciclo precisa fechar para iniciar outro, as minhas esperanças de dias melhores serão renovadas. Feliz Ano Novo!
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