quarta-feira, 30 de julho de 2014

Cada Escolha Uma renúncia ( Mas Prefiro As Reticências Em Vez De Um Ponto Final ...) Parte 1

Há um ano nesta mesma data eu já tinha tomado uma decisão que mudaria para sempre a minha existência. À partir daquele momento minha vida sofreria uma grande reviravolta, pois sabia que mesmo que voltasse atrás não seria mais a mesma pessoa... E é por isso que eu prefiro as reticências, gosto da possibilidade de deixar o caminho e retomar ele novamente. Gosto de deixar uma ideia ou um pensamento que não tem fim e que pode ser retomado, ou não. Não me agrada a ideia de as coisas terem fim e ainda mais os caminhos que escolhi para trilhar. Desde criança gosto da arte em todas as suas formas e expressões...Aos 12 subi no palco pela primeira vez em São Sebastião- SP em uma escola estadual no bairro Canto do Mar. Era para declamar uma poesia sobre a ECO 92, Meu Deus como o tempo passa! Ali eu me encantei pela primeira vez com o palco e a possibilidade de passar uma mensagem para o público. Em minha adolescência comecei a brincar de escrever...Passava as tardes em minha casa escrevendo coisas do meu cotidiano escolar... Lembro que aos 13 anos nominei um caderno de FMI (Fruto da Minha Imaginação rs) onde escrevia tudo que a minha mente produzia, no momento em que escrevia me imaginava o compositor, o poeta, e quem sabe indiretamente um escritor... Ano passado tomei a decisão de sair de São Sebastião e vir morar no Rio de Janeiro em busca de um sonho antigo que estava adormecido e como um vulcão que entrou em erupção o sonho de se ator pulsava em meu coração e  tornava a minha alma faminta dessa realização. Tinha meu emprego, ganhava um dinheiro razoável, e morava com a minha mãe e meus irmãos, meus grandes amigos... E ainda tinha a namorada, a mulher por quem eu me apaixonara e que me fazia sonhar com uma vida ao seu lado... Que simplesmente ouvir a sua voz e a sua companhia me faziam sonhar e querer ser um homem melhor a cada dia... Deixar tudo isso para trás foi  uma das decisões mais difíceis da minha vida. Era uma decisão arriscada vir morar em uma cidade grande sem ter nenhum conhecido e sem ter a menor noção de como era a vida nesta cidade. Contando apenas com a minha poupança fruto de um ano de trabalho árduo em três empregos e juntando centavo por centavo. Eu tinha me dado um ultimato ou eu sairia naquele momento ou não sairia nunca mais. E confesso que travei um conflito interior muito grande, afinal sair da zona de conforto não é fácil para ninguém. Estava trocando a minha segurança, a minha estabilidade financeira por uma aventura que eu não sabia aonde ia dar. Afinal ser um artista e ainda conseguir sobreviver da arte não é uma das tarefas mais fáceis neste país, onde a arte e a cultura não é muito valorizada. Me perguntei diversas vezes se valeria a pena investir minhas economias em um sonho que provavelmente não me traria um retorno financeiro, mas que me faria muito feliz. E cada vez que respondia esta pergunta a mim mesmo com um sim meu coração se enchia de alegria e me dava a certeza de que estava no caminho certo... uma semana antes minha mala já estava pronta, e eu praticamente não conseguia dormir direito. Foi a semana mais longa e mais difícil da minha vida e cada segundo era precioso ao lado das pessoas que amo. E apesar de estar feliz por finalmente ter a coragem de pagar o preço do meu sonho, uma tristeza me invadia porque sabia que estava me separando deles, e que não os veria mais com a mesma frequência, estava cortando o cordão umbilical e depois de certa idade torna-se mais difícil ainda. Recebi muitas mensagens nas redes sociais, muitas manifestações de carinho de ex colegas de trabalho, alunos, muita gente me desejando bons fluídos nesta minha nova caminhada. Último dia de trabalho na escola em que lecionei por alguns anos, os colegas fizeram um bolo e me emocionaram muito com o carinho que jamais esquecerei e como sou chorão, chorei demais... No meu bairro os amigos fizeram um churrasco e me emocionei muito também. No dia de ir embora da minha casa e do seio da minha família pensei em desistir, sou muito ligado a minha família e naquele momento meu coração estava em pedaços. Quando despedi de minha mãe foi muito doloroso estava aos prantos e minha garganta dera um nó. Meu irmão e meu tio me levaram de carro até a rodoviária, mas antes passei no emprego dos meus outros dois irmãos e foi aquele choro, meu irmão caçula que não é de demonstrar muito as suas emoções chorou muito quando nos abraçamos, e um outro carro com outros amigos foram atrás. No centro da cidade ainda encontraríamos uma outra grande amiga que me despediria e a mulher que amava. Ficamos batendo papo até chegar a hora do embarque, minha namorada na época não se desgrudava de mim e nem eu dela curtíamos cada segundo, chegou a hora da despedida daqueles últimos amigos que ficaram comigo até o momento de minha partida, mais lágrimas, e uma jura de amor eterno do casal que se amava. Tinha vividos emoções demais nas últimas 24 horas...

  

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Os 40 Anos Do Lineu





Ontem por acaso a TV estava ligada em minha frente e estava passando A Grande Família. E o episódio hoje era sobre os 40 anos de casado do Lineu e Nenê Personagens interpretados pelos atores Marco Nanini e Marieta Severo. Não assisti o episódio, mas ele foi um insight para que eu pensasse sobre o assunto. Como na ficção todos nós sonhamos encontrar alguém que possamos permanecer tanto tempo juntos, sem deixar que a centelha mágica que move nossos corações se apague; Acordar todas as manhãs e ter a certeza da escolha que fizera;  Os 40 anos da ficção também são os 40, 50 na realidade de muita gente e de pouca gente ao mesmo tempo. Nossas escolhas muitas vezes transformam “os 40” na doce utopia que brinca com nosso imaginário. Todos nós sonhamos encontrar alguém que nos faça perder o fôlego e encontra a vida. Uma mão amiga e um coração quente para seguir pelos labirintos que a vida nos conduz. Encontrar alguém que nos faça sentir orgulho de escrever as mais belas páginas de nossas vidas. Sabedoria para enfrentar as tormentas e companheirismo quando mais precisamos. Uma mão, um coração, uma vida, um destino e um sentido... Um coração, um oceano e um plano que se completa quando uma alma aquece a outra. Que a cada janeiro espelhos possam refletir nossas imagens envelhecidas pelo tempo, e que até mesmo o tempo que é senhor de si mesmo possa se render “aos 40”. Também sonho encontrar alguém assim que me faça ver em seus olhos os 40 em um, e um em quarenta. Que nossos caminhos se cruzem em direção ao oceano que é infinito, e que nenhuma explicação possa ser suficiente, apenas exista na sua complexidade simples.    



sexta-feira, 11 de julho de 2014

Tolerância Abaixo De Zero

Era noite comecinho dela, por volta das 19 horas decidi entrar em um supermercado em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro. Comprei poucas coisas afinal estava com pressa e era para o meu jantar naquele dia, quem mora sozinho e gosta de cozinhar sabe o que estou falando.  Minhas compras totalizaram 08 volumes porque decidi pegar três embalagens de suco em pó pequeno. Esperei na fila onde lia-se na placa ao alto: Caixa rápido 05 volumes, entretanto decidi continuar ali porque sei que se passa uma quantidade ínfima de volumes como era o meu caso passava. Pelo menos já vi isso acontecer. Quando chegou a minha vez a moça que operava o caixa olhou em meus olhos disse:
- O senhor sabe o que é um caixa de 05 volumes? – Ela falou em um tom tão grosseiro que cheguei a perder a linha e respondi:
- Sei. Por isso não. – retirei os três pacotes de suco em pó que compunham o excedente de meus produtos. - Mas ainda tive tempo de me recompor e devolvi a indagação dela com outra, embora fui educado:
- Você está estressada? – Ela olhou-me por uns segundos que pareceu demorar horas e disse “não” já com uma cara de quem não esperava, me pareceu um misto de raiva e ao mesmo tempo “sem graça” pela pergunta. Foi a impressão que tive pode ser que esteja enganado e ela só tenha sentido raiva mesmo (RS). Passado este episódio na mesma semana  na hora do almoço em Ipanema estava na fila de um restaurante que costumo almoçar lá as vezes. E a garçonete se aproximou e educadamente tira o meu pedido. No momento em que ela estava anotando na comanda decidi mudar de ideia, pedi desculpas pra ela e fiz outro pedido. E ela rasga aquela folha da comanda com violência e me olha com “ cara feia “. Outro dia fui comprar um lanche para a "chefa" e paguei primeiro porque tinha que resolver outra coisa em outro lugar e pegaria depois na volta. Quando cheguei já estava embalado e pronto era só eu pegar e levar. Entretanto quando pedi a nota ao atendente ele bufou antes de me entregar. Diria que eu estava sem sorte mês passado, mas não infelizmente o índice de tolerância das pessoas anda abaixo de zero.  Palavras como com licença, por favor, e obrigado andam meio extintas hoje em dia. Passar com cuidado ao lado de um velhinho na calçada é luxo, até porque ele está atrapalhando você que está atrasado, ou que gosta de andar rápido, daí você passa por ele quase o derrubando, afinal ele devia ficar em casa e não sair nas ruas não é mesmo?
Nos caixas lotados dos supermercados vejo qualquer erro que seja por parte do caixa ou alguém que atrase a fila logo ouvem-se impropérios para a pessoa que cometera tal “desatino” nos ônibus, nos metrôs cada um considera seu tempo o mais importante de todos e assim vamos vivendo num nível de tolerância abaixo de zero, onde o meu tempo e o meu interesse está acima de todos. O dia-a-dia, a correria dos grandes centros não pode ser usado como desculpas para nos tornamos cada dia mais intolerantes com nossos semelhantes.A cada dia perde-se a capacidade de usar a empatia. Temo por uma humanidade assim, embora ainda acredito no ser humano. Como diria Ghandi “Olho Por Olho E O Mundo Acabará Cego”




quarta-feira, 23 de abril de 2014

Em Algum Lugar Onde O Coração Se Conecta Com O Vento E Sopra Um Hálito Quente...




Hoje eu acordei com saudade de não sei o quê... 
Com a nostalgia de não sei de quem...
Com o coração em desalinho por não sei o quê... 
Acordei com a certeza de que o dia está belo
E que meu coração vagueia nas entrelinhas do meu ser
E se funde ao tempo em que estou
Vivendo. Do café fumegante que ingeri, 
Do pão que comi me transportei para a silhueta da
Mulher que tem invadido os meus sonhos, formas graciosas de uma mulher sem rosto e
Cabelos que oram me parecem longos, ora me parecem curtos. 
Apenas a silhueta em forma de sombras que dança para mim. 
Não sei se ela é loira, ruiva, morena, negra... Mas sei que
Ela existe em algum lugar... 
Em algum lugar onde um coração se conecta com o vento e sopra
Um hálito quente, que semeia as tâmaras do deserto, que sussurra seu agridoce nas manhãs
Geladas, que preenche as nascentes de corações nas areias do tempo.  Olho pela janela e vejo
As folhas balançarem e rio porque não sei onde esta silhueta está, mas nunca duvidei de sua
Existência.  Acordei com um saudosismo de não sei o quê... E mesmo com a iminência dos
Fatos, com os pontos que precisam ser preenchidos nas entrelinhas, carrego em meu coração
O desejo de encontra-la, de beber a poção mágica que só existe dentro de meu coração, de
Sentir o seu hálito quente jogado pelo vento, completando o livro de nossos dias... Um brinde
A vida, ao saudosismo, as vírgulas ainda não colocadas e os pontos ainda em construção...
Viver é um caminho a ser percorrido no dia-a-dia de nossas aspirações, e ter sempre esta
Incógnita entranhada em nossos corações, é ter a única certeza de que vale a pena tentar.
Hoje é a dama de silhueta desconhecida, que faz a vida valer a pena. Ela tem exatamente

A forma que preciso para ser feliz. Hoje e somente hoje é tempo de encontra-la. 



terça-feira, 8 de abril de 2014

Boicoto Meu Coração No Mínimo Um Milhão De Vezes

Recomeçar... É sempre uma incógnita?  É a razão matemática mais difícil de meu coração. Talvez seja tarde demais eu penso. Boicoto o meu coração no mínimo um milhão de vezes, antes de me perguntar por quê não? Fecho os olhos e inspiro como se pudesse materializar os anseios do meu coração numa fração de segundos. Naquele exato momento onde tempo e espaço se tornam secundários. Inspiro o perfume que me faz sonhar, o perfume que deleita em minha alma a bambina que aquece o meu coração congelado pelo tempo. E tudo passa a fazer sentido porque a alma harmoniza a melodia que o coração timidamente começa tocar. Os olhos procuram e encontram, encontram e procuram como se tivessem todo o tempo do mundo. Mesmo sabendo que no fundo temos pouco tempo. Pontos em comum se cruzam em paralelas fazendo desaparecer toda a lógica. Simplificando tanto para depois confundir ainda mais, pois nem sempre conseguimos compreender aquilo que é tão simples.  A minha visão se turva diante daquilo que é tão óbvio, se recusa a compreender aquilo que o coração entende com tamanha facilidade...  À noite me abraça e o dia me inquieta, aonde construo e desconstruo as pontes que me ligam ao universo frágil e surpreendente de um coração. Quanto tempo ainda tenho? Quando ouço a melodia que meu coração produz sei que não tenho muito tempo, mas o suficiente para ir em busca do meu “elo perdido” me entregar ao olhos e me perder no sorriso... Cabelos ao vento fazem trilhas no labirinto do meu coração... 






quarta-feira, 5 de março de 2014

Centelha Mágica

Preciso conseguir superar esta fase. Eu sou forte, mesmo com todas as fragilidades que tento ocultar, afinal sou humano. Mas eu sei que posso superar, melhor sei que sou capaz de superar. E superarei porque ainda não perdi a fé que habita em meu coração. Não importa aonde esteja ou aonde quer que eu vá, ela está ali quase invisível oculta entre as nuvens escuras, mas ela sempre esteve ali. Entretanto toda fé não pode ser  inerte... Preciso agir para que ela não se torne apenas mais um elemento bonito... Apenas a centelha mágica distante de nossa realidade. Entretanto entre a fé e a ação há um longo caminho a se percorrer... Caminho este que apenas as pessoas que possuem coragem são capazes de percorrer...Sabemos que o caminho é longo e cheio de obstáculos os quais nos farão sucumbir caso não tenhamos firmes os nossos propósitos. E dos obstáculos ao longo do caminho sempre podemos "extrair" algo positivo, afinal este é o propósito deles existirem. E cabe a cada um descobrir o positivo no negativo, a experiência na dor para frutificar o amor...O mistério da criação na simplicidade da vida...Os passos por onde percorri o vento já os apagou mas os caminhos permanecem vivo em meu coração. Nas curvas da saudade, nas esquinas do medo, nas estradas do desconhecido, nas ruas da paixão, nas avenidas do amor, nos corredores gelados, nas madrugadas frias. Todos eles são um pedacinho de mim espalhados nas "areias do tempo", e me fazem ter a certeza de que estou no caminho certo. E acreditar no poder que a viagem nos trás, não desmerecendo a importância do destino. Pois a viagem é mais importante que o destino.






domingo, 9 de fevereiro de 2014

Happiness Is A Warm Gun

   Ontem como quase todos os dias do verão carioca fazia um calor escaldante... Não sei exatamente, mas acredito que passava dos trinta graus afinal a cidade é quarenta como diz a canção. Caminhava sob um sol forte passando por uns poucos transeuntes que por necessidade se aventuravam caminhar sobre o domínio de quase quarenta graus e sensação térmica superior.
   Caminhava imerso em meus pensamentos e a medida que se aproximava de um casal deitado sobre a cama de papelão encostada no muro da calçada. Interrompi meus pensamentos e me concentrei no jovem casal a minha frente. O calor era insuportável, e os dois ali deitados como se fossem um casal de namorados em sua cabana no seio da floresta. Carinhosamente o rapaz passou a mão nas pernas da companheira, e ela tratou logo de tira-la, na defensiva.
   Ela o fez de uma maneira, nem tão rápida demais para não parecer grosseira, e nem tão lenta para não demonstrar tão explicitamente. mas não pude deixar de registrar o ato de carinho, e nem tampouco o leve sorriso no rosto da mulher. "Da fêmea que controla  e deixa ser controlada" deixei um leve sorriso aparecer em meu rosto e interpretei aquela tirada de mão como se ela dissesse: "Aqui não as pessoas estão olhando, agora não... Seu danadinho", mas ao mesmo tempo era como se ela dissesse: "Vai... não tira a mão daí não... Também quero..." com aquele jeito que só as mulheres sabem fazer.
   Um pequeno gesto realizado por um casal de namorados, moradores de rua. Um pequeno gesto em meio a adversidade, um pequeno gesto de carinho, uma pequena demonstração de amor é capaz de mudar a paisagem. Onde havia um casal de sem tetos, vivendo na penúria total de suas vidas "sem sentido", mas capazes de amar. A necessidade de afeto, demonstrações de carinho é uma necessidade humana. Não importa quem você é, ou a qual grupo pertence.
   O sol não é apenas um ponto amarelo na imensidão do firmamento. Mas o firmamento é grato por por ter um sol em seu "mundo". Assim como é grato pela luminosidade da lua que enfeita as noites escuras. Pus um sorriso no rosto e segui meu caminho...Deixei para trás o casal de enamorados que talvez não enxergasse a vida como eu enxergo... Mas algo nos unia... Algo nos fazia humanos e ao mesmo tempo deuses...No mistério da criação ri, no sol escaldante compreendi que os valores se consolidam nos pequenos gestos onde haja amor... E o que me unia aquele casal, que aos meus olhos eram tão diferentes e em uma situação tão adversa era a capacidade de amar....


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Time Out: O Sol Depois da Chuva

Senti-me entediado com a situação que vinha enfrentando pra ser sincero cheguei a dizer que estava um pouco infeliz... Cheguei a dizer que estava um tanto infeliz... Mas que bobagem... Acabei dizendo logo em seguida... Pessoas infelizes têm fortes tendências suicidas o que não era o meu caso.  Acredito que não estou atravessando um dos melhores momentos de minha vida.  O que apenas evidencia a minha condição humana. Mas algo me incomodava profundamente , eu sabia exatamente o que me incomodava, aborrecia. E me sentia impotente perante toda a situação que se desenhava ao meu redor. Infeliz não era o termo certo, mas triste, aborrecido sim. Afinal a nuvem cinza que começava a pairar sobre minha cabeça, estava tomando proporções gigantescas. Quando a mente acredita, a alma chora, o corpo e o coração padecem. E a sensação de que dias melhores virão simplesmente desaparece... E tudo o que vemos, sentimos é cinza. A realidade é cinza nas manhãs de verão, nas tardes de outono, nos sóis das primaveras ou nas noites de inverno... Parecia que estava prestes a sucumbir... Desistir de lutar por aquilo que acreditava ser o meu objetivo... Ou o que carinhosamente chamamos de “sonhos”... Naquele exato dia decidir fazer uma coisa, que eu costumava fazer, mas há um bom tempo não fazia. Naquele dia por sugestão da Anna cheguei em casa e substitui a roupa de trabalho por um calção, uma camiseta e chinelos, não levei celular e nada que pudesse interromper aquele momento. Era quase 22 horas, e decidi caminhar nas areias da praia de Copacabana. A lua dispensava os refletores que iluminavam toda a praia. A primeira sensação agradável que senti foi quando segurei o chinelo na mão e pisei na areia... Comecei a caminhar.... Caminhar.... Sentindo as areias acariciarem meus pés... As montanhas a minha volta, a linha do horizonte. Cada vez que olhava e admirava a paisagem ao meu redor sentia- me leve, esvaziava e recarregava sentimentos, energias. Inspirava a leve brisa, entretanto não enchia apenas os meus pulmões, mas a minha alma de esperança. A voz das ondas num incessante vai e vem harmônico. Comunicava com minha alma que tudo tem o tempo certo, que elas precisavam daquele movimento para ser harmônicas. Sendo regidas pelas leis da natureza, e mesmo a natureza quando se revolta necessita de harmonia para expressar sua fúria. Naquela noite conversava comigo mesmo e com a mãe natureza. A centelha mágica da criação divina. Enquanto caminhava me senti tão bem fazendo parte da natureza. Saber que coisas tão simples como uma caminhada na praia, um pequeno gesto me faria tão bem. Pois nestas pequenas e simples coisas encontrei grandes respostas. Muitas vezes precisamos apenas de um tempo conosco para nos entender melhor, renovar nossas energias e saber que após a chuva sempre vem o sol.   


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Carta Há Um Amigo Saudoso

   Quando ele começou sabia desde o principio que ele não poderia durar muito, as vezes achamos que não acaba nunca...Outrora que passa muito rápido... Mas o fato é que ele dura exatamente o tempo necessário nem mais, nem menos. Sai naquela noite de minha casa sabendo que aquelas seriam as últimas vinte e quatro horas que passaria em sua companhia. E que já havia passado mais de 12 horas quando sai de minha casa. Restava pouco tempo... Tempo a ampulheta mágica que move o nosso mundo. O nosso maior inimigo e ao mesmo TEMPO o maior aliado. Essa dubiedade é a sua principal característica. Pensei nele como se ele nunca fosse deixar de existir, um filme passou em minha cabeça de todos os momentos que vivemos juntos, fiz uma retrospectiva mental, bons e maus momentos me vinham a cabeça. Procurei me concentrar nos bons, pois são eles que fazem toda a diferença em minha existência. Nos maus se contribuíram para algum tipo de aprendizado pensei neles com este intuito.
   As horas passavam e poderia ler nos rostos que passavam por mim a mensagem de "tempos de esperança". Isso de certa forma me contagiava, energias positivas emanam das pessoas nestes tempos. Nossos corações se enchem de esperanças e transbordam bons sentimentos. Grandes expectativas são feitas, planos são traçados, e o desejo de vê-los realizados torna-se o "marco regulatório". Quando pensava em meus projetos pessoais minha mente divagava sobre as inúmeras possibilidades futuras que poderiam ocorrer...Mas de uma coisa eu tinha certeza grandes mudanças viriam com a partida daquele que me trouxe alegrias e tristezas, inocência e amadurecimento. Senti que já estava maduro o suficiente para correr atrás dos meus sonhos.
   As horas passavam rapidamente, e com elas algumas de minhas convicções, e crenças também. Como se eu me renovasse também. Passasse por uma reciclagem. Era exatamente assim que estava me sentindo reciclando os meus momentos, a minha vida até aquele exato momento com ele. E do que eu queria para o futuro, quais as mudanças que gostaria de por em prática. Me orgulhando por ter caminhado lado a lado com ele durante um curto ou rápido período depende do ponto de vista. Me orgulhando dos acertos, aprendendo com os erros, no balanço geral senti que tinha valido a pena cada minuto ao seu lado. Meu coração se enchia de esperanças, a minha alma aguardava ansiosa, excitada por um momento ainda que cronológico, mas que simbolizava Novos Tempos.
   Ele só tinha agora pouco menos de uma hora de vida. Eu estava feliz assim com a maioria das pessoas que conviveram com ele. Ele é, ou era muito popular. Bilhões de pessoas o conhecem no mundo inteiro. A cada ano ele renasce enchendo nossos corações com "boas novas". Pois é sempre assim que nos despedimos dele com alegria em nossos corações, e com a sensação de dever cumprido. Um ciclo precisa terminar para se iniciar outro. E foi assim que ele se foi... Completando o seu ciclo... E foi exatamente a meia noite que ele se foi.... Me despedi de 2012 e entrei em 2013 com as esperanças renovadas. Celebrando o fim do meu ciclo pessoal e o início de outro muito melhor... Estou prestes a me despedir novamente daquele que caminhei lado a lado este ano.... 2013 está chegando ao fim, levará consigo os preciosos momentos que vivemos, mas assim como um ciclo precisa fechar para iniciar outro, as minhas esperanças de dias melhores serão renovadas. Feliz Ano Novo!  

 

  

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Feliz Natal! ( Pequenos gestos e grandes atitudes )

   Natal chegando e com ele as festas de fim de ano. Todos os anos os acontecimentos se repetem... Reunimos a família, trocamos presentes em amigos ocultos. Nos enchemos de um sentimento terno e passamos a entrar no clima da harmonia, paz e amor. Nossos sentimentos mais nobres se afloram nesta época do ano. Mas o que significa o natal? Será que realmente sabemos o que ele representa? O natal simboliza o nascimento de cristo, dependendo da fé de cada ser humano, religião e etc... Se pensarmos por um instante que é o nascimento de cristo e tempo de celebrar aquele que veio para interceder perante os cristãos. Cristo palavra que vem do grego que significa O UNGIDO, o termo grego seria tradução do termo hebraico que significa em português O MESSIAS.
   A palavra geralmente é interpretada como o sobrenome de Jesus por causa das várias menções a "Jesus Cristo" na Bíblia. A palavra é, na verdade, um título, daí o seu uso tanto em ordem direta "Jesus Cristo" como em ordem inversa "Cristo Jesus", significando neste último O Ungido, Jesus. Os seguidores de Jesus são chamados de cristãos porque acreditam que Jesus é o Cristo, ou Messias, sobre quem falam as profecias da Tanakh (que os cristãos conhecem como Antigo Testamento). A maioria dos judeus rejeitam essa reivindicação e ainda esperam a vinda do Cristo . A maioria dos cristãos esperam pela Segunda vinda de Cristo quando acreditam que Ele cumprirá o resto das profecias messiânicas.
   A expressão "Jesus Cristo" surge várias vezes nos escritos gregos da Bíblia, no Novo Testamento, e veio a tornar-se a forma respeitosa como os cristãos se referem a Jesus, Homem Judeu que, segundo os evangelhos, nasceu em Belém da Judeia e passou a maior parte da sua vida em Nazaré, na Galileia, sendo por isso chamado, às vezes, de Jesus de Nazaré ou Nazareno. O título Cristo, portanto, confere uma perspectiva religiosa à figura histórica de Jesus.
   Independente da fé de cada um, eu mesmo embora seja de família cristã, não me considero um homem religioso. Entretanto acredito na santíssima trindade. Se pensarmos que o natal celebra o nascimento de "Cristo Jesus", e pensarmos na grandeza de Jesus, O ungido. Pensaríamos talvez que o natal é tempo de amor, redenção, reflexão. Se porventura a pessoa não acredita no simbolo religioso, podemos pensar que é um nascimento. E tal fato geralmente é associado a benção... Que tal se pensarmos no natal como um nascimento de solidariedade, de companheirismo e de amor ao próximo. Que cada atitude nossa possa ser renovada, que encerra se um ciclo e um outro se inicia, mas sempre com a perspectiva de que seja muito melhor a partir de nossas ações e consciências.
   Que tal se estendermos a data. já que é o nascimento de coisas positivas. Que tal se todos os dias do ano fizermos um natal? Ainda que seja pequeno. Que praticássemos o amor ao próximo a cada dia, desejando um bom dia como se fosse um "feliz natal", não esperássemos somente esta data para reunir a família e os amigos verdadeiros que são anjos que Deus coloca em nossos caminhos. Que deixássemos o stress em casa quando estivermos no transito ( sei que é difícil afinal o trânsito nas metrópoles e ESTRESSANTE) mas que tal aprender a conviver com isso, já que a solução parece distante e seu coração agradece. 
   Agradecer ao criador todos os dias por estar vivo e com saúde. Convido você querido leitor a fazer de cada dia da sua vida um pequeno e feliz natal. Que um ciclo de boas energias, otimismo, e amor ao próximo se renove a cada dia e nunca se esgote. Pequenos gestos, pequenas atitudes no dia a dia que farão grandes mudanças. Abençoar a vida para que ela nos abençoe.