quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Time Out: O Sol Depois da Chuva

Senti-me entediado com a situação que vinha enfrentando pra ser sincero cheguei a dizer que estava um pouco infeliz... Cheguei a dizer que estava um tanto infeliz... Mas que bobagem... Acabei dizendo logo em seguida... Pessoas infelizes têm fortes tendências suicidas o que não era o meu caso.  Acredito que não estou atravessando um dos melhores momentos de minha vida.  O que apenas evidencia a minha condição humana. Mas algo me incomodava profundamente , eu sabia exatamente o que me incomodava, aborrecia. E me sentia impotente perante toda a situação que se desenhava ao meu redor. Infeliz não era o termo certo, mas triste, aborrecido sim. Afinal a nuvem cinza que começava a pairar sobre minha cabeça, estava tomando proporções gigantescas. Quando a mente acredita, a alma chora, o corpo e o coração padecem. E a sensação de que dias melhores virão simplesmente desaparece... E tudo o que vemos, sentimos é cinza. A realidade é cinza nas manhãs de verão, nas tardes de outono, nos sóis das primaveras ou nas noites de inverno... Parecia que estava prestes a sucumbir... Desistir de lutar por aquilo que acreditava ser o meu objetivo... Ou o que carinhosamente chamamos de “sonhos”... Naquele exato dia decidir fazer uma coisa, que eu costumava fazer, mas há um bom tempo não fazia. Naquele dia por sugestão da Anna cheguei em casa e substitui a roupa de trabalho por um calção, uma camiseta e chinelos, não levei celular e nada que pudesse interromper aquele momento. Era quase 22 horas, e decidi caminhar nas areias da praia de Copacabana. A lua dispensava os refletores que iluminavam toda a praia. A primeira sensação agradável que senti foi quando segurei o chinelo na mão e pisei na areia... Comecei a caminhar.... Caminhar.... Sentindo as areias acariciarem meus pés... As montanhas a minha volta, a linha do horizonte. Cada vez que olhava e admirava a paisagem ao meu redor sentia- me leve, esvaziava e recarregava sentimentos, energias. Inspirava a leve brisa, entretanto não enchia apenas os meus pulmões, mas a minha alma de esperança. A voz das ondas num incessante vai e vem harmônico. Comunicava com minha alma que tudo tem o tempo certo, que elas precisavam daquele movimento para ser harmônicas. Sendo regidas pelas leis da natureza, e mesmo a natureza quando se revolta necessita de harmonia para expressar sua fúria. Naquela noite conversava comigo mesmo e com a mãe natureza. A centelha mágica da criação divina. Enquanto caminhava me senti tão bem fazendo parte da natureza. Saber que coisas tão simples como uma caminhada na praia, um pequeno gesto me faria tão bem. Pois nestas pequenas e simples coisas encontrei grandes respostas. Muitas vezes precisamos apenas de um tempo conosco para nos entender melhor, renovar nossas energias e saber que após a chuva sempre vem o sol.   


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Carta Há Um Amigo Saudoso

   Quando ele começou sabia desde o principio que ele não poderia durar muito, as vezes achamos que não acaba nunca...Outrora que passa muito rápido... Mas o fato é que ele dura exatamente o tempo necessário nem mais, nem menos. Sai naquela noite de minha casa sabendo que aquelas seriam as últimas vinte e quatro horas que passaria em sua companhia. E que já havia passado mais de 12 horas quando sai de minha casa. Restava pouco tempo... Tempo a ampulheta mágica que move o nosso mundo. O nosso maior inimigo e ao mesmo TEMPO o maior aliado. Essa dubiedade é a sua principal característica. Pensei nele como se ele nunca fosse deixar de existir, um filme passou em minha cabeça de todos os momentos que vivemos juntos, fiz uma retrospectiva mental, bons e maus momentos me vinham a cabeça. Procurei me concentrar nos bons, pois são eles que fazem toda a diferença em minha existência. Nos maus se contribuíram para algum tipo de aprendizado pensei neles com este intuito.
   As horas passavam e poderia ler nos rostos que passavam por mim a mensagem de "tempos de esperança". Isso de certa forma me contagiava, energias positivas emanam das pessoas nestes tempos. Nossos corações se enchem de esperanças e transbordam bons sentimentos. Grandes expectativas são feitas, planos são traçados, e o desejo de vê-los realizados torna-se o "marco regulatório". Quando pensava em meus projetos pessoais minha mente divagava sobre as inúmeras possibilidades futuras que poderiam ocorrer...Mas de uma coisa eu tinha certeza grandes mudanças viriam com a partida daquele que me trouxe alegrias e tristezas, inocência e amadurecimento. Senti que já estava maduro o suficiente para correr atrás dos meus sonhos.
   As horas passavam rapidamente, e com elas algumas de minhas convicções, e crenças também. Como se eu me renovasse também. Passasse por uma reciclagem. Era exatamente assim que estava me sentindo reciclando os meus momentos, a minha vida até aquele exato momento com ele. E do que eu queria para o futuro, quais as mudanças que gostaria de por em prática. Me orgulhando por ter caminhado lado a lado com ele durante um curto ou rápido período depende do ponto de vista. Me orgulhando dos acertos, aprendendo com os erros, no balanço geral senti que tinha valido a pena cada minuto ao seu lado. Meu coração se enchia de esperanças, a minha alma aguardava ansiosa, excitada por um momento ainda que cronológico, mas que simbolizava Novos Tempos.
   Ele só tinha agora pouco menos de uma hora de vida. Eu estava feliz assim com a maioria das pessoas que conviveram com ele. Ele é, ou era muito popular. Bilhões de pessoas o conhecem no mundo inteiro. A cada ano ele renasce enchendo nossos corações com "boas novas". Pois é sempre assim que nos despedimos dele com alegria em nossos corações, e com a sensação de dever cumprido. Um ciclo precisa terminar para se iniciar outro. E foi assim que ele se foi... Completando o seu ciclo... E foi exatamente a meia noite que ele se foi.... Me despedi de 2012 e entrei em 2013 com as esperanças renovadas. Celebrando o fim do meu ciclo pessoal e o início de outro muito melhor... Estou prestes a me despedir novamente daquele que caminhei lado a lado este ano.... 2013 está chegando ao fim, levará consigo os preciosos momentos que vivemos, mas assim como um ciclo precisa fechar para iniciar outro, as minhas esperanças de dias melhores serão renovadas. Feliz Ano Novo!  

 

  

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Feliz Natal! ( Pequenos gestos e grandes atitudes )

   Natal chegando e com ele as festas de fim de ano. Todos os anos os acontecimentos se repetem... Reunimos a família, trocamos presentes em amigos ocultos. Nos enchemos de um sentimento terno e passamos a entrar no clima da harmonia, paz e amor. Nossos sentimentos mais nobres se afloram nesta época do ano. Mas o que significa o natal? Será que realmente sabemos o que ele representa? O natal simboliza o nascimento de cristo, dependendo da fé de cada ser humano, religião e etc... Se pensarmos por um instante que é o nascimento de cristo e tempo de celebrar aquele que veio para interceder perante os cristãos. Cristo palavra que vem do grego que significa O UNGIDO, o termo grego seria tradução do termo hebraico que significa em português O MESSIAS.
   A palavra geralmente é interpretada como o sobrenome de Jesus por causa das várias menções a "Jesus Cristo" na Bíblia. A palavra é, na verdade, um título, daí o seu uso tanto em ordem direta "Jesus Cristo" como em ordem inversa "Cristo Jesus", significando neste último O Ungido, Jesus. Os seguidores de Jesus são chamados de cristãos porque acreditam que Jesus é o Cristo, ou Messias, sobre quem falam as profecias da Tanakh (que os cristãos conhecem como Antigo Testamento). A maioria dos judeus rejeitam essa reivindicação e ainda esperam a vinda do Cristo . A maioria dos cristãos esperam pela Segunda vinda de Cristo quando acreditam que Ele cumprirá o resto das profecias messiânicas.
   A expressão "Jesus Cristo" surge várias vezes nos escritos gregos da Bíblia, no Novo Testamento, e veio a tornar-se a forma respeitosa como os cristãos se referem a Jesus, Homem Judeu que, segundo os evangelhos, nasceu em Belém da Judeia e passou a maior parte da sua vida em Nazaré, na Galileia, sendo por isso chamado, às vezes, de Jesus de Nazaré ou Nazareno. O título Cristo, portanto, confere uma perspectiva religiosa à figura histórica de Jesus.
   Independente da fé de cada um, eu mesmo embora seja de família cristã, não me considero um homem religioso. Entretanto acredito na santíssima trindade. Se pensarmos que o natal celebra o nascimento de "Cristo Jesus", e pensarmos na grandeza de Jesus, O ungido. Pensaríamos talvez que o natal é tempo de amor, redenção, reflexão. Se porventura a pessoa não acredita no simbolo religioso, podemos pensar que é um nascimento. E tal fato geralmente é associado a benção... Que tal se pensarmos no natal como um nascimento de solidariedade, de companheirismo e de amor ao próximo. Que cada atitude nossa possa ser renovada, que encerra se um ciclo e um outro se inicia, mas sempre com a perspectiva de que seja muito melhor a partir de nossas ações e consciências.
   Que tal se estendermos a data. já que é o nascimento de coisas positivas. Que tal se todos os dias do ano fizermos um natal? Ainda que seja pequeno. Que praticássemos o amor ao próximo a cada dia, desejando um bom dia como se fosse um "feliz natal", não esperássemos somente esta data para reunir a família e os amigos verdadeiros que são anjos que Deus coloca em nossos caminhos. Que deixássemos o stress em casa quando estivermos no transito ( sei que é difícil afinal o trânsito nas metrópoles e ESTRESSANTE) mas que tal aprender a conviver com isso, já que a solução parece distante e seu coração agradece. 
   Agradecer ao criador todos os dias por estar vivo e com saúde. Convido você querido leitor a fazer de cada dia da sua vida um pequeno e feliz natal. Que um ciclo de boas energias, otimismo, e amor ao próximo se renove a cada dia e nunca se esgote. Pequenos gestos, pequenas atitudes no dia a dia que farão grandes mudanças. Abençoar a vida para que ela nos abençoe.  


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Presente Ou Futuro? ( O Amanhã É Tão Distante...)

   Devemos concentrar as nossas energias no presente...O presente é o único momento que realmente nos "pertence". Ele é a chave que nos conduz ao desconhecido que nós chamamos de futuro. Futuro...Palavra que exprime esperança, ou pelo menos deveria exprimir. Esperança no devir... A ideia de futuro nos dá a ideia de algo que seja ideal em nossas vidas. Mas o ideal será que existe? Gosto da ideia de Nietzsche de que o ideal não existe e de que o homem criou um mundo [imagem] para si muito maior do ele é, ou seja em outras palavras que o homem quis se tornar muito maior, não se dando conta da sua insignificância perante a grandeza do universo, da sua fragilidade em relação ao tempo. Talvez por isso passamos tanto tempo de nossas vidas acreditando no futuro... Depositando nele as nossas esperanças de dias melhores...Mas e se não fizermos isso... O que faremos então? Passaríamos a enxergar a vida tal qual ela é saindo da redoma que protege os nossos ideais, e deixaríamos de acreditar no Devir, na parte mágica de nossos ideias que carinhosamente chamamos de "sonhos".
   Entretanto encararíamos o nosso presente de outra forma... Talvez ele se tornasse mais especial se pensássemos, ou melhor acredito que pensamos, mas não internalizamos este modelo de pensamento. De que a jóia rara, o elo perdido, a centelha magica de nossa existência consiste justamente naquilo que negamos diariamente... O PRESENTE.
   Mas como seria se eu deixasse de acreditar por exemplo que o Brasil é o país do futuro? Teria uma visão menos romântica por assim dizer... Teria que aceitar o fato de que somos uma sociedade machista e preconceituosa naturalmente. Que nossos governantes "roubam mas fazem", já que todos vão roubar mesmo. Que o nosso "jeitinho" está tão enraizado em nossa cultura, que só reclamo quando é o outro que faz, mas quando eu pratico está tudo bem. Afinal sempre que tiver a oportunidade de "passar a perna em alguém tá valendo" desde que o contrario não aconteça. Quando o papa nossa santidade esteve no Brasil um amigo próximo me disse que a mesma coxinha que ele pagava em média R$ 3,00 estava custando R$ 10,00. Fui a praia um dia e assim que o dono da barraca percebeu que eu não era local me cobrou R$ 25,00 em uma cadeira e um guarda-sol que a maioria cobraria R$ 10 nos dois itens.... Mas não estou gostando deste quadro que estou pintando a realidade é muito cruel. Uma boa dose de utopia não faz mal a ninguém. Afinal somos o país do futuro!
   E se eu entender e der o devido valor ao meu presente. Chegaria a conclusão de que ele é a chave de todos os meus "sonhos". Faria tudo o que teria que ser feito hoje. Diria a todos as pessoas que amo o quanto as amo e o quanto elas são importantes pra mim. faria o meu trabalho tão necessário em minha singela existência da melhor maneira possível hoje. Tomaria uma única decisão diferente daquilo que faço todos os dias hoje. Ao dormir sentiria-me como se estivesse morto e renasceria todas as manhãs sabendo que só tinha aquele momento. Ao fim de cada dia uma morte, e no início de cada manhã um renascimento. Mas por outro lado a vida perderia o "encanto", pois ainda sou partidário do modelo de pensamento que acredita no amanhã como uma possibilidade de melhoria. A diferença é que hoje tenho consciência de que quero um pouco de utopia em minha vida... Quero me enganar um pouquinho, tornando a vida mais doce, beber a doce ilusão que enfeita minha existência...Certamente AMANHÃ será muito melhor! E que Deus nos abençoe!



   

sábado, 14 de dezembro de 2013

Seres Invisíveis?

   Hoje antes de ir para o trabalho passei em frente a um casal que dorme todos as noites na rua embaixo da marquise no prédio em que moro. E logo mais a frente encontrei dois homens jovens que também dormem embaixo de marquise próximo a um supermercado e um renomado banco os vejo todos os dias, porque é o caminho que faço para ir ao trabalho. E todas as vezes que vejo estas pessoas confesso que me sinto mal. Não diria que sinto pena, pois acredito que ser digno de pena é das piores coisas que se possa sentir por um ser humano. Também nem tento entender as razões que levam um ser humano a fazer da rua sua morada. Pois acabaria entrando no complexo universo humano, e que muitas vezes nem sempre os fins justificam os meios. Cada um tem seus próprios motivos, e razões para viver como bem entende....? Mas me pergunto quem em sã consciência moraria numa rua? Se é que posso assim dizer, sem correr o risco de ser chamado de preconceituoso, coisa que abomino e a cada dia se existe algum resquício dentro de mim que eu perceba trato logo de tentar eliminar. Não sinto pena, mas me compadeço, todos os dias olho para eles e uma sensação um tanto incomoda me vem. Penso neles como seres humanos que estão ali expostos as intempéries da natureza, os observo sem que eles me notem. E assim como a maioria das pessoas passo por eles como se eles simplesmente fossem invisíveis. Mas eles estão lá? Ou será que não? Talvez seja apenas uma ilusão da minha cabeça. Já que eles não são nem números para o estado. Acho lamentável que um ser humano não tenha o minimo direito, ou a necessidade básica de um cidadão. Direito a moradia... Afinal o direito a moradia deveria como esta na constituição ser um dever do estado. A falta de moradia não é só um problema histórico,mas a falta de politicas públicas com esta finalidade que sempre foi substituída por uma politica de interesses individuais aumenta a cada dia o deficit de moradia no país.
   O direito à moradia digna foi reconhecido e implantado como pressuposto para a dignidade da pessoa humana, desde 1948, com a Declaração Universal dos Direitos Humanos e, foi recepcionado e propagado na Constituição Federal de 1988, por advento da Emenda Constitucional nº 26/00, em seu artigo 6º, caput.
“Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.”
   Talvez nem seja o momento para falar deste assunto neste blog não é mesmo? Temos coisas mais importantes a dizer como a Copa do Mundo que está vindo aí. Mas antes temos as festas de fim de ano, o carnaval que está logo aí. Não tenho a solução para este problema, e nem tampouco condeno festas. Aliás elas servem pra gente extravasar, naquele momento esquecemos de todos os problemas. Poderia existir festas sempre né. Assim todos os meus problemas seriam "esquecidos" ou empurrados para embaixo do tapete. Sim eu os enxergo todos os dias quando vou ao trabalho e me compadeço embora não possa fazer muita coisa. Faço aquilo que aprendi a fazer desde criança. Faço uma oração e peço a Deus que cuide destas pobres almas.






quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Caminhos (elos, laços e conexões que só a arte é capaz )


   No começo é o desconhecido... Como tudo que se inicia nunca sabemos aonde vai dar... Começamos com as melhores expectativas, e acreditamos que à medida que o tempo vai passando e as pessoas vão se conhecendo melhor a tendência é que as coisas se encaminhem bem, melhorem e com isso o relacionamento entre elas. O que nem sempre acontece. Muitas vezes em um grupo de pessoas acontece exatamente o contrário. Quando mais se conhecem, mais se detestam. O que de certa forma é até natural quando se trata do complexo, delicado e frágil universo humano. 

   Conheci um grupo de pessoas em curso que se tornaram inesquecíveis em minha singela existência. Pessoas totalmente diferentes, com profissões tão antagônicas, mas em busca de um objetivo comum. Um sonho que pulsa no coração de cada um de nós. O amor pela arte, o amor pelas pessoas, pois a arte é sinônimo de pessoas, gente... Que ama, sofre, ri, idealiza, constrói... Direta ou indiretamente contribuímos um na cena do outro. Desde o simples fato de assistir em silêncio, prestando atenção em cada detalhe da atuação do colega, aprendendo durante os ensaios. Dando dicas tentando ajudar da melhor forma possível. Superando nossas dificuldades, e ao mesmo tempo nos descontraindo sempre juntos. A cada aniversário que nos reuníamos ali na cantina da escola, dizíamos um ao outro o quanto cada membro deste grupo é importante. Além de estudar o que sempre quis, de estar realizando um sonho de criança, vocês me fizeram sentir em casa. O que ameniza a saudade que sinto dos meus. A arte nos uniu num laço eterno que nem o tempo será capaz de apagar. Este laço construído pela arte é eterno, porque tudo nesta vida morre, mas a arte não. Só quero dizer a vocês o meu MUUUUUIIIIIIITOOOOOO OBRIGADOOOO!!


quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Nas Areias Do Tempo ( Um Doce Sorriso )



Quando nos lembramos de você. Vem-nos a mente o seu sorriso encantador. Um sorriso espontâneo que cativava todos ao seu redor. Que demonstrava o amor que sentia pela vida, pelas pessoas. A simplicidade de um coração que tinha muita vontade de viver, muitos sonhos a realizar... E foram precocemente interrompidos nesta tragédia fatal. Sim precoce, porque embora não possamos julgar os desígnios de Deus nunca nos conformaremos com tamanha perda. Que deixa um vazio, uma dor indescritível... E uma saudade que começa no momento da perda e não sabemos onde vai parar... A única coisa que sabemos é que é uma saudade dolorosa, pois ainda que as boas lembranças venham, elas virão sempre com o saber amargo da ausência. Ah Menina, tão jovem e cheia de vida! E de um coração cheio de amor. Pois somente um coração cheio de amor era capaz de cuidar dos seus gatinhos com tanta dedicação, carinho e amor... E cada momento vivido ao seu lado a partir de agora será uma dolorosa e ao mesmo tempo preciosa lembrança. Todos nós que tivemos o privilegio de dividir ainda que rapidamente um momento contigo, possamos ajudar uns aos outros neste momento tão difícil. E que na dor possamos encontrar forças em nosso Deus todo poderoso  para sorrir, e lembrar da nossa querida amiga com alegria, sorrindo como ela gostava de fazer tão naturalmente. E cheios de amor uns pelos outros, e pelos animais assim como ela os adorava em especial os gatos. Os passos da nossa querida e saudosa amiga já foram apagados pela mão do destino nesta existência, numa fatalidade que nunca conseguiremos explicar... Mas suas pegadas estão vivas na memória e no coração de cada um de nós... O vento já apagou os seus passos nas areias deste belo lugar... E o transformou nas águas, nas areias, nas montanhas, nas ruas, e em cada curva desta terra. Em cada canto que olharmos lembraremos de você sorrindo, é essa imagem que guardaremos... Você jovem, bela e sorrindo, cumprindo a missão para qual foi chamada ao lado de Deus. Você não morreu continua viva em nossos corações e em nossas consciências. 




Madrugadas


 Lembro-me do seu sorriso encantador que transmitia uma energia tão boa... Do seu olhar cheio de vida, da sua alegria de viver... Da criança que um dia foi... Do primeiro dia que veio ao mundo... Da alegria que senti quando você saiu de dentro de mim. De ter experimentado o amor em sua plenitude, pois ser mãe é estar em contato com o sagrado, sentir-se invadida de amor, conectar-se com Deus. A amei desde o dia em que foi concebida, até o momento que fechou os olhos. E seguirei te amando até o fim dos meus dias.

   A dor que sinto é indescritível, as madrugadas silenciosas são suspiros de uma mãe em agonia. Sei que não devo questionar os desígnios de Deus. Mas não me conformo. Porque a minha menina...? Tão jovem e tão cheia de vida... Não encontro respostas que possam confortar meu coração, só encontro lembranças, momentos, passos na areia na imensidão deste horizonte... E as lembranças são como chicotadas em meu coração... Elas me alegram pois me fazem lembrar de cada precioso momento que vivi ao seu lado. E ao mesmo tempo me torturam pois jamais imaginei que não poderia esperar por você aparecendo em casa. Esses anos de existência foram tão rápidos. A inocência perdida nunca mais voltará, e nem a possibilidade de revê-la neste plano. Mas em meu coração você vive. Que você cumpra a missão para qual foi chamada ao lado de Deus. Lembrarei sempre de você com muito amor minha menina. Te amo! 


terça-feira, 29 de outubro de 2013

Tempos Modernos

Quem é que nunca beijou em uma noite de bebedeira, quem nunca "azarou" aquela gatinha, e a teve só por uma noite por alguns minutos... Por um breve, um curto período e nunca mais falou com aquela mulher que você jurara naquela noite ser a gata que você sentiu uma atração enorme, um tesão absoluto. Quem é que nunca fez sexo por fazer, ou melhor para atender os desejos da carne... Que por sinal é fraca. Quem é que nunca teve o seu momento moderno de ficar por aí a caça para simplesmente dizer que pegou após conseguir o "troféu",prêmio dos seus desejos. O mundo evolui e as pessoas também precisam evoluir. Mas as vezes dá vontade de ser "atrasado". Encontrar-se no olhar da outra pessoa, numa cumplicidade que só dois corações numa sintonia é capaz de produzir. Sentir-se parte da natureza com suas turbulências e ao mesmo tempo com graciosidade... Pensar que pode ser mais que uma noite. Que as nuances possam preencher os espaços em branco, assim como o orvalho encanta as flores do campo. Numa mutação constante como a natureza, mas sem perder a essência de voltar a ser o que é belo. Quem é que pelo menos uma vez não imaginou acordar ao lado de alguém que não precisa dizer nada , pois a sua presença preenche e vale por um momento que tem uma duração muito mais intensa mesmo que seja breve. Primeiro precisamos ir em busca da realização profissional, precisamos conquistar a nossa "liberdade", e assim vamos trocando de relacionamentos como se troca de camisa, vamos experimentando para ver se é "isso mesmo", mas esse "isso mesmo" nunca chega, porque também precisamos da tal estabilidade, para por último e quem sabe assim sossegar na vida atrasada e medíocre daqueles que amam. Saber que a vida a dois tira minha "liberdade" que eu adoro tanto. Às vezes bate uma vontade de regredir, afinal Quem nunca teve um devaneio do tipo acordar de manhã e enfrentar toda a jornada de um dia e ao voltar para casa encontrar uma pessoa que possa te dizer entre sorrisos eu te amo.



domingo, 25 de agosto de 2013

A Maior das Conquistas

A primeira sensação que tive ao sair de casa foi um misto de solidão e nostalgia. Mesmo antes de virar a primeira curva da minha rua. Sabia que estava deixando para trás minha família, ou seja, as pessoas que mais amo neste mundo. Os verdadeiros amigos que são anjos que Deus colocou em meu caminho aqui na terra. O meu trabalho que era a extensão da minha casa. As Alegrias, as tristezas, porém mais alegrias que tristezas. Experiências de um pedaço de minha existência que me transformaram em quem sou.
   Deixei para trás também a mulher amada! A mulher amada é como a linha do horizonte que vejo neste momento, longe dos meus olhos mas dentro do meu coração. Nesta noite enluarada a lua tem o brilho dos olhos da mulher que amo. E o vento toca o meu rosto com a suavidade de um beijo. Saudade é algo que dói, entretanto consegue ser prazeroso ao mesmo tempo. Rio neste momento porque acho engraçado esta contradição.
   Estou longe de casa e mesmo longe posso me sentir lá novamente. Pois abro as portas e janelas da casinha chamada saudade dentro do meu coração, e visito cada canto desta humilde e aconchegante casa.
   Lugar novo, vida nova, mas nunca esquecendo quem eu sou. Uma árvore pode mudar de folhas, mas nunca trocar de raízes. Em alguns momentos dessa minha nova caminhada senti a solidão de um beijo de mãe, um abraço de irmão, uma briga de namorada. Levo todos em meu coração. Quando um homem deixa o lar ele pensa: Agora sou eu e Deus. Somos só nós dois, mas quem tem Deus tem tudo. Justamente por isso o criador vai colocando as pessoas certas em seu caminho. E graças a Deus tenho conhecido pessoas fantásticas que tem me ajudado a seguir em frente.
   Pouco a pouco vou me inserindo neste novo contexto, fazendo parte de uma nova realidade. Sentindo que tenho muito a aprender, ao mesmo tempo que posso ensinar. A vida é uma troca constante, e é preciso saber trocar. Pouco a pouco os sonhos vão ganhando vida, e a própria vida passa a ter sentido. Pois um homem quando vai em busca dos seus sonhos vai de encontro com o universo sagrado que somente aqueles que possuem coragem são capazes de conquistar. Não conquistar o mundo, mas a si próprio.